A área do Maranhão afetada pela seca cresceu entre junho e julho. De acordo com o Monitor de Secas, o fenômeno já atinge 45% do território maranhense — percentual acima dos 40% registrados no mês anterior e o maior desde março de 2026.
Área maior, intensidade estável
Apesar do avanço na área atingida, a intensidade não piorou: todo o território afetado segue classificado como seca fraca (S0), o nível mais brando da escala usada pelo Monitor.
O avanço se concentrou principalmente no nordeste do estado, na divisa com o Piauí, e é resultado da redução das chuvas na região. Os efeitos foram categorizados como de curto e longo prazo (CL) no sul e no leste, e de curto prazo nas demais áreas.
Comparação com o Nordeste e com o país
Entre os estados nordestinos, o Maranhão foi o que apresentou a menor severidade em julho. No recorte nacional, 52% do território brasileiro enfrentava algum grau de seca no período, com três estados afetados integralmente.
O Monitor de Secas é uma iniciativa que acompanha mensalmente a situação em todo o país, cruzando dados de chuva, umidade do solo e reservatórios para orientar decisões de gestão hídrica e do setor agrícola.
Com informações do Difusora News. Foto: Reprodução.